A Polícia Penal do Estado de São Paulo registrou um aumento de 9,64% nas inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL) em 2026, totalizando 24.601 candidatos.
O número de inscritos representa um acréscimo de 2.162 em relação aos 22.439 registrados no ano anterior, com a participação de cinco novos presídios, totalizando 175 estabelecimentos penais. As provas serão aplicadas nos dias 15 e 16 de dezembro, e os gabaritos serão divulgados em 28 de dezembro.
O que é o Enem PPL
O Enem PPL, assim como a versão regular do exame, serve como uma porta de entrada para o ensino superior. Os participantes podem concorrer a vagas em universidades públicas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), ao Programa Universidade Para Todos (Prouni), que oferece bolsas em instituições particulares, e ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Como funciona a avaliação
A avaliação tem a mesma dificuldade que a versão aplicada aos estudantes fora do sistema prisional, sendo composta por quatro provas com 180 questões e uma redação em língua portuguesa. O exame é realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e é fundamental para a análise da educação no contexto do encarceramento.
Critérios de aprovação
Para ser aprovado no Enem PPL, o candidato deve obter uma nota média final acima de 450 pontos e não zerar na redação. Essas são as condições mínimas exigidas para participar do Sisu, Prouni e Fies. Embora o Sisu não exija nota mínima, a maioria das instituições requer pontuações superiores a 450 pontos para a disputa por vagas.
Desde a edição anterior, os participantes do Enem PPL podem receber a certificação de conclusão do Ensino Médio ou a Declaração Parcial de Proficiência, se alcançarem pelo menos 450 pontos em cada uma das quatro áreas de conhecimento e 500 pontos na redação.

